Skip to main content
Alfred Nema, 18 years old, from Ntweya village is an MSF patient (HIV and TBC positive).



How do you feel living with HIV? 
I don’t feel comfortable especially when am alone, sometime back people used to mock me about the my status.

Do you think people’s look changed when they look about you?
People feel sad about my status.

What is the main constraint for someone living with HIV?
To me going to hospital monthly to collect drugs is constraint and also mixing with older people waiting for drugs gives me headache.

Is there anything you don’t do because you have HIV?
I do anything.

What changed in your life since you know you have HIV?
Nothing really changed but sometimes am stressed when I think about my status and I don’t feel comfortable and I spend much of my time worrying about my future.

Greatest regret-having HIV without knowing where I got the it from, it makes me sad.
Greatest hope- I heard that sometime back a lot of people had to opportunity to receive treatment and now a days drugs are available it gives me hope and I see the bright future.
Relatório Anual 2018

Malaui

Alfred Nema, de 18 anos, busca seus medicamentos antirretrovirais (ARV) em Chiradzulu, Malaui, em julho de 2017.
© Luca Sola
Ebola disease in DRC: find out how we're responding
Learn more
MSF no Malaui em 2018 No Malaui, Médicos Sem Fronteiras (MSF) está trabalhando para reduzir a mortalidade por HIV, facilitando o tratamento precoce e os cuidados mais avançados, particularmente para mulheres, adolescentes e outros grupos vulneráveis.
Map showing location of MSF projects in 2018.
Map showing location of MSF projects in 2018.
© MSF

A prevalência do HIV no país é superior a 10% entre pessoas de 15 a 64 anos de idade, uma das mais altas do mundo. O programa de HIV alcançou sucesso significativo, com mais de 80% do1 milhão de pessoas, cujo exame deu positivo, tendo iniciado o tratamento. No entanto, estratégias mais robustas são necessárias para prevenir a infecção e reduzir a mortalidade entre os pacientes em maior risco.

Cuidados para o HIV em Chiradzulu e Nsanje

No distrito rural de Chiradzulu, concentramos nossas atividades de HIV em casos complexos, como pacientes em terapia antirretroviral (ARV) de segunda e terceira linha e aqueles com infecções oportunistas ou que enfrentam falhas no tratamento. Em 2018, nossas equipes prestaram atendimento a quase 5.500 pacientes, dos quais 2.500 eram crianças e adolescentes.
Nossos serviços incluem clínicas ambulatoriais descentralizadas, “clubes para adolescentes”, testes em pontos de atendimento, aconselhamento e tratamento de pacientes internados.

Em Nsanje, onde temos equipes em 10 instalações de saúde, estamos apoiando o Ministério da Saúde para aumentar o acesso precoce ao tratamento e descentralizar os modelos de atenção que envolvem a comunidade. Cerca de 25% a 30% dos pacientes com HIV procuram atendimento médico quando já estão em estágios avançados da doença, aumentando o risco de infecções oportunistas ou mesmo de morte. A maioria já está em tratamento com ARV, mas luta com o tratamento diário ou desenvolveu resistência à medicação.
 

Câncer de colo do útero

O câncer de colo do útero é responsável por 40% de todos os cânceres entre mulheres no Malaui e mata, segundo estimativas, 2.314 por ano. Estamos desenvolvendo um programa abrangente para esse tipo de câncer, compreendendo triagem, diagnóstico, vacinação, tratamento, cirurgia, quimioterapia, radioterapia e cuidados paliativos.

Em 2018, examinamos mais de 11 mil mulheres nos distritos de Blantyre e Chiradzulu e iniciamos a construção de uma clínica de câncer de colo do útero no hospital Rainha Elizabeth, o principal hospital universitário no Malaui. Ela será aberta em 2019, com um centro cirúrgico, uma enfermaria de internação com 18 leitos e uma clínica diurna; serviços como vacinas, quimioterapia e radioterapia serão adicionados progressivamente.
 

Cuidados de saúde para prisioneiros e trabalhadoras do sexo

Repassamos nossos serviços de HIV, tuberculose (TB) e cuidados de saúde primária às autoridades carcerárias e organizações parceiras nas prisões de Maula, Chichiri, Dedza e Kachere, juntamente com um “manual operacional”, que documenta os principais componentes da provisão de saúde em um ambiente carcerário. Dessa forma, o modelo pode ser implementado em outro lugar. Mais de 400 presos beneficiaram-se de nossos serviços de HIV e TB em 2018.

Desde 2014, trabalhamos também para aumentar o acesso a serviços de HIV, TB e saúde sexual e reprodutiva para mulheres trabalhadoras do sexo em torno de centros comerciais e ao longo de rotas de transporte nos distritos de Dedza, Mwanza, Zalewa e Nsanje. Os dados de nosso projeto mostraram que as trabalhadoras do sexo são quase seis vezes mais propensas a contrair o HIV do que outras mulheres, mas enfrentam maiores desafios no acesso aos serviços de saúde. Até o fim de 2018, 4.784 profissionais do sexo foram incluídas no projeto, compreendendo 850 mulheres que vivem com HIV, das quais 80% estão recebendo tratamento ARV.