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Although in Rome there are tens of empty buildings, both public and private ones, unused since years, thousands of people do not own a house nor have enough money to rent one. Organized in structured groups, or in a more informal way, people occupy these buildings as the only alternative to the street. Among them, living together, migrants and refugees from Africa, Latin America and Europe, but even Italian citizens. Occupied building in Viale delle Province has been indicated in a municipality decree as among the ones to be evicted as a matter of priority. In the building even families with children are living. This is a Moroccan lady with her 3-year old child.
Relatório Anual 2018

Itália

A Moroccan woman with her three-year-old child, in a building in Rome occupied by refugees and migrants excluded from the governmental reception system. Italy, November 2017.  
© Alessandro Penso/MAPS
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MSF na Itália em 2018 Embora os números tenham caído significativamente nos anos anteriores, mais de 20 mil pessoas chegaram à costa italiana em 2018, muitas delas traumatizadas pela travessia marítima e pela detenção prévia na Líbia.
Map with all MSF projects in 2019
Map showing location of MSF projects in Italy in 2019.
© MSF

Em meio a manobras cada vez mais hostis das autoridades italianas para encerrar as operações de busca e salvamento, Médicos Sem Fronteiras (MSF) continuou a oferecer assistência psicológica e médica a migrantes e refugiados na Itália, incluindo atendimento especializado a vítimas de tortura.

Nossas equipes ofereceram primeiros socorros psicológicos àqueles que desembarcam nos portos do sul e mantiveram uma clínica na Catânia para pacientes que precisavam de cuidados após receberem alta dos hospitais da Sicília. A clínica foi fechada no fim do ano pela diminuição do número de recém-chegados. Psicólogos de MSF também apoiaram solicitantes de asilo em centros de acolhimento na província de Trapani, encerrando a atividade no fim do ano, como planejado.

Enviamos equipes móveis para trabalhar em acampamentos informais em torno de Roma, onde os migrantes geralmente sofrem com más condições de vida. Juntamente com uma rede de organizações da sociedade civil e voluntários, nossas equipes realizaram cerca de 1.500 consultas médicas e atendimentos psicológicos em 2018, além de oferecerem assistência psicossocial a menores desacompanhados em centros de recepção em Roma.

Pelo terceiro ano consecutivo, mantivemos em Roma um centro para a reabilitação de vítimas de tortura, maus-tratos e outras formas de tratamento degradante. Vítimas de tortura podem ter acesso a apoio psicológico, médico, legal e social no centro que mantemos em colaboração com os parceiros locais Medici Contro la Tortura e ASGI. 

Em Turim e Palermo, oferecemos apoio e orientação a mais de 800 pessoas para acessar os serviços nacionais de saúde e distribuímos itens de primeira necessidade, como cobertores e tendas, para migrantes e refugiados que vivem em acampamentos informais, especialmente em Roma e nas fronteiras do norte da Itália.