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Danny Haro, six years old, hears during his final appointment that he is discharged and free from tuberculosis. His mother Margaret helped him through nine months of treatment, coming to the health centre every month to get the medication.
Relatório Anual 2019

Papua-Nova Guiné

Six-year-old Danny (centre) has undergone a long and arduous treatment for tuberculosis. During his final appointment, he learns that he no longer has the disease and can be discharged. Papua New Guinea, June 2019. 
© Sara Bechstein/MSF
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MSF em Papua-Nova Guiné em 2019 A tuberculose (TB), segunda maior causa de mortalidade na Papua-Nova Guiné, continuou sendo o principal desafio para os serviços de saúde do país e o foco de Médicos Sem Fronteiras (MSF) em 2019.
Map with all MSF projects in 2019
MSF projects in Papua New Guinea in 2019

Trabalhamos em colaboração com o programa nacional contra a tuberculose para melhorar a triagem, o diagnóstico, o início do tratamento e o acompanhamento no hospital Gerehu, em Port Moresby, capital da Papua-Nova Guiné, e na cidade de Kerema, na província do Golfo.

Em 2019, as novas recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para tratamento de TB multirresistente a medicamentos (TB-MDR) foram introduzidas para todos os pacientes. Isso significa que eles não precisam mais se submeter a injeções diárias dolorosas e, em vez disso, recebem um tratamento totalmente oral, com duração de seis meses, com a bedaquilina, um medicamento relativamente novo que apresenta menos efeitos colaterais. Isso permitiu que MSF abordasse as questões fundamentais de melhoria do atendimento ao paciente, adesão ao tratamento e taxas de sucesso do tratamento.

Devido ao grande número de pacientes, construímos uma clínica dedicada ao tratamento da tuberculose dentro do complexo do hospital de Gerehu, em Port Moresby. A nova instalação nos permite rastrear, diagnosticar e tratar mais pacientes com segurança.

Ampliamos nossas atividades móveis, mantendo clínicas em áreas remotas da província do Golfo e fornecendo melhor acesso a diagnóstico e tratamento para pacientes anteriormente excluídos desses serviços por razões geográficas, econômicas ou culturais.

Este modelo descentralizado de atendimento significa que os pacientes não precisam ir às unidades de saúde com tanta frequência, economizando custos de transporte. Ao longo de 2019, introduzimos melhorias na qualidade do atendimento, com a integração da testagem para HIV, maior ênfase no aconselhamento e acompanhamento mais próximo dos pacientes, seus tratamentos e eventuais efeitos colaterais. Isso ajudou a reduzir o número de pacientes que não concluíram o tratamento.