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Sara Goudsou (17), and Brahim Bama (1,5)
« The police arrested my husband two years ago. I don’t know where he is or why he was arrested. I was about to give birth to our first child at that time. Now, I have to live in my father’s house instead of my own home. In our culture, this is seen as a failure as you’re supposed to found your own family.”
During her pregnancy, the husband of Sara Goudsou was arrested by the police in 2016 for unknown reasons. Now she cares for her son alone. She suffers from stigmatisation by her family and the community, as she was supposed to leave her parent’s home to live with her husband, which is now impossible. Sara receives psychological support by MSF mental health teams  while her 18-month-old son, Brahim Bama is being treated for malnutrition at the district hospital of Mora.
Relatório Anual 2018

Camarões

Sara Goudsou, de 17 anos de idade, e o filho Brahim Bama, de 18 meses de vida, estão no hospital do distrito de Mora, Camarões. A equipe de MSF oferece a Brahim tratamento para desnutrição. Janeiro de 2018.
© Sylvain Cherkaoui/COSMOS
Ebola disease in DRC: find out how we're responding
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MSF em Camarões em 2018 O número de deslocados em Camarões aumentou em 2018, com o início dos combates entre grupos separatistas armados e militares no oeste do país.
Map showing location of MSF projects in 2018.
Map showing location of MSF projects in 2018.
© MSF

Enquanto a insegurança e a violência na região do extremo norte e na Nigéria continuaram a empurrar milhares de refugiados nigerianos e comunidades locais para o sul, as tensões sociopolíticas nas regiões noroeste e sudoeste, de língua inglesa, transformaram-se em conflito armado, resultando no deslocamento de mais de 435 mil pessoas até o fim do ano.Camarões : relatório n.2 de situação do nordeste e do sudoeste, 31 de dezembro de 2018, Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários A maioria das pessoas fugiu para a mata, onde enfrentam a falta de abrigo, comida, água e serviços básicos de saúde. 

Assistência de emergência nas regiões noroeste e sudoeste

Em junho, Médicos Sem Fronteiras (MSF) inaugurou clínicas móveis temporárias na cidade de Kumba, na região sudoeste, para oferecer consultas de saúde primária para os deslocados. Nossas equipes realizaram 366 consultas ambulatoriais somente na primeira semana, principalmente por malária, infecções do trato respiratório e diarreia.

Em seguida, estendemos nossas atividades para Buea, também na região sudoeste, e Bamenda, na região noroeste, áreas remotas onde um grande número de pessoas ficou encurralado em meio a combates. Apoiando sete instalações nas duas regiões, nossas equipes trataram pacientes com emergências médicas, tendo como foco gestantes e crianças com menos de 5 anos de idade. Além disso, colocaram em ação planos de atendimento de feridos em massa e disponibilizaram profissionais treinados para lidar com grandes afluxos de pacientes feridos. Montamos serviços de encaminhamento de ambulância, apoiamos agentes comunitários de saúde, doamos suprimentos médicos e oferecemos suporte psicossocial.

Ali Mala, 17 years, is treated at the regional hospital of Maroua after a being wounded in a suicide attack on December 31st 2017 in Mbia. He was severely injured by shrapnel from the blast and was referred to Maroua hospital due to the severity of his injuries.

 “It was on 31st of December, a Sunday morning. I went to the market early in the morning to buy doughnuts (beignets). All of a sudden, an unknown young woman showed up. Other people realised it was a suicide attack and started shouting “flee!” She set off the explosives strapped to her body. I didn’t come around until three days later, when I was at the hospital in Maroua. “
Ali Mala, de 17 anos, recebe tratamento no hospital regional de Maroua. Ela foi ferida em um ataque suicida no dia 31 de dezembro, em Mbia, Camarões. Janeiro de 2018.
Sylvain Cherkaoui/COSMOS

Deslocados e refugiados na região do extremo norte

Nossas equipes no norte continuaram a oferecer assistência médica — incluindo cirurgia e apoio psicológico — a pessoas deslocadas, refugiados nigerianos e comunidades anfitriãs. Também realizamos atividades pediátricas.

No hospital de Maroua, as equipes realizaram 3.250 cirurgias de grande porte e 1.500 consultas psicológicas individuais em 2018, ao mesmo tempo que, em Mora, expandiram suas atividades para mais perto da fronteira com a Nigéria. Isso incluiu o fornecimento de água para o acampamento de deslocados em Kolofata e a reativação dos serviços de atenção de saúde primária em Amchidé.

Embora tenha havido uma pausa na violência armada ao longo da fronteira na maior parte de 2018, um crescimento no número de ataques e confrontos no fim do ano aumentou a probabilidade de novas ondas de deslocamento.

Em Kousséri, na fronteira com o Chade, pudemos repassar as atividades ao Ministério da Saúde graças à melhoria da situação de segurança, ao aumento da capacidade dos serviços de saúde locais e à presença de outras organizações não governamentais (ONGs). Entre 2015 e outubro de 2018, oferecemos assistência nutricional e pediátrica no hospital e apoiamos três centros de saúde com consultas ambulatoriais.

Surto de cólera

A cólera eclodiu no norte de Camarões em 2018, com um total de 995 casos suspeitos e 58 mortes entre o fim de junho e o fim de novembro. Apoiamos a resposta do Ministério da Saúde com doações de medicamentos e equipamentos de logística, construímos um centro de tratamento de cólera em Fotokol e ajudamos a reformar os centros existentes em Djoungolo e no hospital regional de Garoua. Nossas equipes forneceram treinamento sobre medidas de higiene, de saneamento e de promoção de saúde comunitária, e ajudaram a vacinar 105 mil pessoas no distrito de saúde de Makary, para evitar que a epidemia se espalhasse mais ao norte.

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