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From November 30 to December 10, 2016, MSF is presenting the photo exhibition "Don't Excuse Abuse" at the Alliance Française in Nairobi documenting MSF activities for victims of sexual and gender-based violence in Kenya. The pictures have been taken by three members of the Photographers Association of Kenya (PAK), whom MSF made a partnership with.
International Activity Report 2016

QUÊNIA

© AHMED A OSMAN/MSF
Ebola disease in DRC: find out how we're responding
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About Kenya Em 2016, Médicos Sem Fronteiras continuou a oferecer cuidados aos refugiados e moradores de favelas para responder a desafios de saúde pública, como HIV e acesso a serviços hospitalares.
Kenya Map IAR 2016

Os campos de refugiados de Dadaab, no nordeste do Quênia, existem há 25 anos. Em maio, o governo queniano anunciou que os fecharia no fim do ano, citando preocupações econômicas, de segurança e ambientais. Com a desativação dos campos, seus moradores retornariam para a Somália, um país afetado pela guerra. MSF se opôs publicamente à decisão e, em agosto, conduziu uma pesquisa em Dagahaley, um dos cinco campos que constituem o complexo. Os dados mostraram que 86% das pessoas não desejavam voltar para a Somália. Em novembro, o governo anunciou que estenderia o prazo de fechamento para maio de 2017.

Durante o ano, MSF deu continuidade ao seu trabalho no hospital de 100 leitos em Dagahaley e nos dois postos de saúde. As equipes realizaram 162.653 consultas ambulatoriais e internaram 9.137 pacientes no hospital, incluindo 917 crianças com desnutrição grave. Mais de 3 mil bebês nasceram na maternidade do hospital.

Em janeiro, MSF iniciou um projeto de saúde sexual e reprodutiva na unidade de saúde de Mrima, em Mombasa. Em parceria com o Departamento de Saúde do Condado de Mombasa, MSF visa reduzir a mortalidade materno-infantil na região. Em 2016, 1.473 partos foram auxiliados e mais de 2 mil mulheres participaram de consultas de pré-natal.

Os profissionais continuam a lutar contra o surto de cólera, que teve início em dezembro de 2014. Até o fim de 2016, foram reportados 16.511 casos em todo o país. MSF respondeu em 16 condados, dando apoio às autoridades para montar centros de tratamento de cólera, treinar profissionais, doar medicamentos e suprimentos, conduzir atividades de promoção da saúde e melhorar as condições de água e saneamento. No total, 4.712 pacientes de cólera foram tratados. Em Mandera, o surto de cólera coincidiu com um surto de chikungunya, sobrecarregando ainda mais os serviços de saúde. As equipes de MSF trataram cerca de 1.150 pacientes e distribuíram 2.800 mosquiteiros.

Em Nakuru, MSF interveio para responder a uma epidemia do vírus influenza declarada pelas autoridades de saúde, com uma taxa de mortalidade informada de 12,3% entre os pacientes. MSF confirmou a existência de um pico de casos de Síndrome de Infecções Respiratórias Agudas devido a diversas patogenias e não apenas ao influenza. A alta taxa de mortalidade era consequência de problemas na gestão dos casos. MSF começou a atuar no fim de abril para apoiar o tratamento de 240 pacientes e, um mês depois, a taxa de morte dos pacientes caiu para 0%.

Elizabeth first thought she had a mere cold that would go away. But after trying many cough syrups for months all in vain, she was eventually diagnosed with TB at the MSF clinic on Juja road. This was the beginning of her strenuous road battling this killer disease which mutated from Multi Drug Resistant TB or (MDR TB) to Extensive Drug Resistant TB, or XDR-TB
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 “During my MDR TB treatment which included very painful injections for 8months and a cocktail of tablets, I was advised to bring my son for screening and he turned out positive too for MDR TB. I was very stressed and sad. He was weak but after taking the medications for around 7 months, he started becoming better. And now, he is back to school. I am extremely happy. This was different for me though: after 5 months, it became clear that the drugs were not working on me. It was very challenging and sometimes I cried wondering why this disease has attacked me.”

Nairóbi

Mais de 200 mil pessoas que vivem em Kibera, a maior favela de Nairóbi, e têm acesso a atendimento médico geral em uma clínica administrada por MSF. Neste ano, 176.415 pessoas receberam tratamento de MSF. Além dos cuidados de saúde básica e materna, a clínica atendeu 728 pacientes de HIV, 386 de tuberculose (TB) e 997 de doenças não comunicáveis, como hipertensão, asma e epilepsia. Além disso, 11 pacientes começaram um novo programa de tratamento de hepatite C e 114 receberam cuidados para violência sexual e baseada em gênero.

Depois de 20 anos em Kibera, MSF está no processo de repassar a clínica para o governo queniano e outra ONG. Em junho, a transferência da ala de maternidade, onde 200 bebês nascem por mês, foi realizada com sucesso. A conclusão do processo de repasse está programada para o meio de 2017.

Eastlands, Nairóbi

Desde 2008, a clínica de MSF em Eastlands, em Nairóbi, oferece assistência psicológica, médica, jurídica e social a vítimas de violência sexual e baseada em gênero. Desde o fim de 2015, MSF também trabalha junto às autoridades para desenvolver um modelo integrado de atendimento em duas instalações de saúde primária da região.

Mais de 2.700 pacientes novos foram tratados em 2016; metade deles menores de idade.

MSF continua a trabalhar com as autoridades locais para aumentar o acesso a cuidados de emergência para pessoas que vivem na favela de Mathare e no bairro de Eastleigh. O projeto inclui um call center, um serviço de encaminhamento por ambulância e apoio ao departamento de emergência do hospital de Mama Lucy Kibaki que inclui equipe, triagem, treinamento e doações de equipamentos e medicamentos sobressalentes para cobrir eventuais faltas de estoque. As ambulâncias de MSF atuaram mais de 5.200 vezes durante o ano e mais de 24 mil pessoas foram enviadas para o departamento de emergência do hospital.

Uma equipe de Eastlands apoia a detecção e o tratamento de TB multirresistente a medicamentos (TB-MDR). Dezoito pacientes de TB-MDR foram diagnosticados e quatro deles foram capazes de iniciar programas contendo bedaquilina ou delamanida, os primeiros medicamentos de TB desenvolvidos em 50 anos.

From November 30 to December 10, 2016, MSF is presenting the photo exhibition "Don't Excuse Abuse" at the Alliance Française in Nairobi documenting MSF activities for victims of sexual and gender-based violence in Kenya. The pictures have been taken by three members of the Photographers Association of Kenya (PAK), whom MSF made a partnership with.
A campanha de MSF de 2016 “Don’t Excuse Abuse” tinha o objetivo de melhorar o acesso à informação e a cuidados para vítimas de violência sexual e de gênero no Quênia.
Ciro Githunguri/MSF

Cuidados de HIV em Homa Bay

O HIV permanece um grave problema de saúde pública em Nyanza. Em Ndhiwa, Home Bay, por exemplo, um a cada quatro adultos vive com o vírus, enquanto 2% da população é infectado a cada ano.

O vírus também continua a matar. Um estudo realizado pela Epicentre e MSF entre dezembro de 2014 e março de 2015 na enfermaria de pacientes adultos do hospital de referência de Homa Bay revelou que um terço das internações e 55% das mortes ocorriam por causa da Aids. Um dado preocupante foi que 50% dos casos de Aids eram de pessoas que não seguiam o tratamento corretamente e demonstravam novas infeções oportunistas, apesar de terem iniciado o regime de antirretrovirais (ARV).

Desde 2014, MSF mantém um programa no subcondado de Ndhiwa que visa controlar a disseminação do HIV e reduzir o número de mortes em função da doença. MSF trabalha junto com o Ministério da Saúde e as comunidades locais para reforçar todas as medidas de prevenção e cuidados de HIV no condado, tais como circuncisão masculina voluntária, prevenção de transmissão de mãe para filho, diagnóstico de HIV e terapia com antirretrovirais e apoio com aderência e cuidados secundários, incluindo o tratamento de doenças oportunistas.

MSF também está envolvida na ala médica para adultos dos hospitais de Homa Bay e Ndhiwa para melhorar a qualidade do atendimento prestado para pacientes com e sem HIV. MSF atua na organização geral, no recrutamento de funcionários, treinamento, revisão de protocolos e qualidade dos atendimentos clínicos e de enfermagem.

Em 2016, mais de 3 mil pessoas foram diagnosticadas e inscritas e mais de 14.300 receberam ARVs em Ndhiwa. Cerca de 5 mil pessoas foram internadas nos hospitais de Ndhiwa e Homa Bay, apoiados por MSF.

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Sexual violence in Kenya